8/27/2005

SITE NOVO NO AR!!!!!

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7/18/2005

A TODOS ANONIMOS

Quando você decide falar o que pensa, precisa estar preparado para críticas. Eu particularmente, adoro receber críticas por dois motivos:
1) 70% dos comentarios que me deixam são críticas, logo, estar preparado para elas é algo natural.
2) As críticas são sempre mais engraçadas que os elogios.

No entando, há um tipo de crítica, que eu amo de uma forma especial: as críticas anônimas. Essas críticas me fazem sentir superior. Enchem meu ego a ponto de eu me achar o verdadeiro Darth Vader, afinal, se a pessoa tem medo de deixar o nome após me fazer uma crítica, é porque de um jeito ou de outro eu consigo intimidá-la.
No meu diciónario ANÔNIMO é sinonimo de COVARDE.

Eu sou o Danilo. Se eu me acho idiota eu digo "eu sou um idiota - ass: Danilo". Se eu acho alguém idiota eu digo "ele é um idiota - ass: Danilo". Se você me der um botão que aciona a bomba atômica eu direi com certeza "Quem acabou com esssa merda toda de mundo foi eu - ass: Danilo".

Eu falo o que penso, e assumo o que falo. Isso é legal...dá uma sensação boa... Meus críticos anônimos poderiam tentar fazer isso algum dia.

Sei que a melhor coisa a fazer com quem não se dá nem ao luxo de assumir o que diz, certamente é o desprezo. Mas como eu sou um desocupado e não tenho nada melhor pra fazer agora, vou escolher algumas críticas anônimas que recebi e respondé-las:
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POST: EXTRA EXTRA

ANONYMUS SAID:
E já tá todo saliente de novo! E percebe-se que sua imensa dôr de cotovelo ainda não passou. Mas pelo menos já parou de dormir com sua mãe?Se cabelos formarem o caráter de um homem lembre-se de raspar sua cabeça o quanto antes.Você está ficando velho, cabeludo e não é nada além de um reclamão. Sim, isso você faz bem.
Abraços fraternos.

DANILO RESPONDE:
Sim... Posso dizer que estou bem saliente. Fico feliz em saber que se interessa pela minha saliência... assim que tiver um tempo, eu permito que você a comprove pessoalmente.
Embora tenha demonstrado que é meu fã assíduo e tem acompanhado a que passos anda minha vida, não há necessidade em se preocupar com quem eu durmo. Se te incomda o fato de eu dormir com a minha mãe, eu posso começar a dormir com a sua. Eu faço essa caridade pro seu pai, se é que você sabe quem ele é. Vamos tabelar os dias da semana que é melhor pra velha.
Quanto a dor de cotovelo, não é só porque distribuí alguns xingamentos gratuitos por aí que eu necessariamente a sinto. Eu por exemplo nem te conheço, mas acho você um cagalhão, seu pai um cafajeste e sua mãe uma acabada, e nem por isso pode dizer que tenho dor de cotovelo da sua família Adams.
Quanto aos cabelos formarem o carater de alguem, não me lembro de ter dito algo nem mesmo parecido. Talvez você por ser um careca se ofendeu com isso. Fique calmo eu peço, e, para evitar ser ofender novamente, a partir de hoje entre no site POLITICAMENTE CORRETO, e não mais no POLITICAMENTE INCORRETO.
Seus abraços fraternos eu dispenso. Nao tenho irmão sem nome. A não ser que seja um irmão bastardo, aí pode até ser. Se esse for o seu caso, contrate um detetive e procure saber seu nome verdadeiro, para a próxima vez que me deixar algum scrap deixar seu nome tb.
Estou ficando velho e cabeludo. Obrigado por me lembrar mais essa vantagem que tenho sobre você, que está ficando velho e careca. E sim, sou bom em reclamar. E você é bom em que? Já sei...em deixar comentários anonimos!
-----> Rua São João, 31 - Centro SP ---> É uma loja de perucas. Passei la em frente essa semana, está na promoçã. Talvez seja interessante pra você dar uma conferida.

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POST: PAPA DEFUNTO

ANONYMOUS SAID
Seria você o Nietzche contemporâneo? Um dia gostaria de ler que há algo bom e que você valoriza em sua vida.Considerando que Nietzche terminou seus dias alimentando-se do próprio excremento, você já saboreia os seus?
E assim falou Zaratustra.

DANILO RESPONDE
Não... com toda certeza do mundo eu não sou o Nietzche. Na verdade nem contemporâneo eu sou. E se ainda tem dúvidas, eu aconselho que leia Nietzche. Além de descobrir quem ele foi, verá que eu não tenho nada haver com ele.
Aconselho também que continue lendo os livros de auto ajuda que parece ler. Isso vai fazer você continuar achando a merda da sua vida uma boa coisinha, fazendo você se conformar com seu empreguinho, seu salarinho, sua carinha feinha, e seu futurinho cheinho de coisinhas previsiveis e passageiras, que não valem nem uma pataca pra ninguém.

Quanto a Nieztche terminar seus dias comendo o próprio escremento, qual o problema? Se tem gente que teve coragem de comer a sua mamãezinha pra fazer você nascer, qual o problemna de comer o proprio escremento?
Só não entendi porque finalizou seu comentário anônimo insistindo que eu sou o Nieztche... mas tomo isso como um elogio. Apesar de não ser fã de Nietzche, admito que ele foi um imortal, pois anos depois de sua morte ainda ouve-se falar nele. E você? Alguém vai se lembrar que você existiu depois que morrer? Hei..espera ai..você ainda não morreu..está vivo..e qual é o seu nome mesmo?
Ah...procure conhecer Zaratustra também, antes de falar que ele fala assim.

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POST - TATTO É PRA JACU
ANONYMUS SAID
eu acho que vc está totalmente equívocado sobre tatuagens e acho também que na verdade vc quis impressionar seus paizinhos e seus amiguinhos com essa opinião tão criativa,tenho certeza que demorou horas p/ fazer esse comentário tão ridículo e preconceituoso,pois se vc se julga tão inteligente assim deve saber qual é o verdadeiro significado da arte estampada na pele,mas se ñ souber...tente ler mais livros de "história" e quem sabe vc ñ pode mandar uma coisinha melhor da próxima vez,hein....Sou tatuada e mulher de tatuador,te garanto que vc ñ sabe nada de tatuagens,tente outra coisa p/ chamar atenção!

DANILO RESPONDE:
AHUuahuhauha... o post da Tatuagem foi o que mais me diverti recebendo comentários, pois por incrível que pareça, foi o que me deu maior retorno. Veja bem...já falei sobre morte, sobre vida, sobre tudo.... mas foi um tópico sobre tatuagem que todo mundo se ofendeu... Isso prova que o povo dá mais importância pra assuntos banais do que pra assuntos realmente importantes. Veja eu por exemplo: Nunca falo nada de importante!

Eu concordo com a menina que foi macho o suficiente pra deixar o comentário, mas faltou culhões pra deixar o nome.
Concordo com você que a tatuagem é uma prática milenar... histórica. Porém, sempre achei que nossos antepassados faziam essas coisas com algum propósito que não seja "andar na modinha". De qualquer forma, não sinto vontade de andar pelado e comer carne crua, só porque meus antepassados fizeram isso. Poderia achar isso uma regressão. Mas vai de cada um. Se você é feliz se tatuando, se tatue ué!
Eu vou continuar tirando sarro, porque particularmente, me dá um bem estar muito grande tirar sarro de pessoas tatuadas. E só pra finalizar, nem precisei tentar outra coisa pra chamar a atenção. Esse post foi o suficiente... prova sua é que consegui chamar a sua...

---> Esse foi o típico post pra encher linguiça até meu site novo ficar pronto! Só vou postar agora depois do site novo no ar!<----

7/08/2005

Extra! Extra!

Essa semana eu fiquei feliz. Eu saí no Jornal. Não exatamente eu, mas sim as coisas que eu escrevo.
O Jornalista Cid Andrade, do Jornal do Brasil, escreveu sobre meu diário do Politicamente Incorreto.
Eu fiquei feliz. Essa foi a primeira vez que meu nome apareceu no jornal. Na verdade a segunda, já que ano passado, quando eu anunciei meu vídeo game nos classificados, apareceu escrito: Tratar com Danilo. Mas isso acho que nem conta.
Quando a fofoqueira da minha mãe contou pra minha vizinha que eu sai no jornal, a velha da vizinha disse:
-Eu sabia! Um dia esse menino ia sair no jornal! É o destino dele! Mas me conta... quem ele matou?
O engraçado é que eu fui uma das últimas pessoas a saber. Quem me contou do ocorrido foi a Ana, uma menina de Minas que eu nem faço idéia de quem seja. Eu pedi pra ela pegar o jornal e mandar pelo correio. Ela então tirou o jornal do lixo e me mandou. Agradeço a ela pelo jornal. E pelos pedaços de feijão e restos de macarrão que veio junto com o envelope também. Estavam uma delícia.
A notícia veio bem no momento que eu tinha desistido de toda essa merda porque a minha ex, em seu infinito jeito "pé no saco" de ser, mandava eu parar de escrever essas coisas porque ela odiava. A melhor parte da história é que ela odiava algo que nunca leu.
Engraçado que enquanto eu estava com ela, não dava a mínima para o que ela achava disso. Depois que ela me trocou por um cagalhão eu decidi parar, achando que realmente eu era má pessoa. Isso tudo comprova 3 coisas:
1) Namoradas não sabem de nada.
2) Ex namoradas sabem muito menos.
3) O atual namorado da minha ex é uma perfeito cagalhão, que vai ficar careca antes dos 30.
(eu sei que não precisava escrever esse numero 3, mas me deu vontade de xingar o cara).
Agora vou voltar a ativa. Ganhei até um domínio .com! Em breve o site novo estará no ar. Enquanto isso, como eu não posso acessar minha conta do "kit.net" por falta de pagamento, publico aqui a tira do dia:
Se quiserem, confiram o link da matéria sobre meu blog no jornal:
Um bando de puxas-saco fizeram uma comunidade no orkut pra mim. Entrem e encham meu ego por favor: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=3213146
Vou puxar o saco dessas pessoas agora:
Blog da menina de Minas que me contou que eu sai no jornal: www.anabokov.blogspot.com
Blog da Shantall... como eu curto essa menina! http://garotaprozac.zip.net
Debbyleza..menina que eu adoro: www.debbyrj.myflog.com.br


4/28/2005

ISSO É SÓ O FIM

Meu site em breve estará fora do ar.
Meu amigo que pagava o KIT.NET não paga mais. O que significa que não posso acessar a conta pra atualizar. Em breve o site estará fora do ar.
Por falar em sair do ar, eu também estou saindo do ar. Estou me fechando pra balanço.
Se vocês gostavam do meu site azar. Não tem mais.
Se não gostavam, tudo bem, vocês venceram. Podem entrar nos chats do site do PT ou dos Ursinhos Carinhosos e comemorarem mais essa vitória da raça medíana por lá.
Até mais...

4/14/2005

Qual é a cor Grafiti?

Um Jogador argentino foi preso por chamar um jogador brasileiro de “Negro”. Eu não entendi qual foi o crime que ele cometeu. Se chamar um japonês de japonês é crime preciso rever meus conceitos. A partir de hoje só chamo loira de morena, velho de jovem e homem de mulher. Não quero ir pra cadeia.

A acusação contra o argentino apresenta outro fato terrível: Ele chamou o brasileiro de “macaco”. Desde criança me chamam de girafa. Eu tenho um amigo gordo que chamam de elefante. Ninguém nunca foi preso por isso. O que eu noto aqui é um discriminação contra o macaco. Posso chamar um ser humano de elefante, de girafa e até de veado, mas não de macaco. Isso é um preconceito contra o macaco na minha opinião. Os macacos são bichos legais. Ele é mais “humano” do que a girafa por exemplo. No entanto é crime chamar uma pessoa de macaco. Mas de elefante não. Já pensou como o macaco se sente lá na jaula do zoológico, com a bichara fofocando?

- Esse macaco é uma coisa desprezível mesmo. Você viu quando um humano chama outro de macaco o que acontece? Se ofendem! Ninguém quer ser macaco!

Eu pensei que agressão fosse um crime pior do que xingamento. Mas não é. A polícia prendeu um cara que xingou uma pessoa em campo. Mas nunca vi a polícia prender um cara que faz falta grave em alguém

- Eu sou da polícia e você está preso zagueiro...
- Porque?
- Você deu um carrinho por trás e quebrou a perna do cara...1 a 3 anos de detenção.

- Juiz, você está preso!
- Porque?
- Você roubou...roubar é crime!

A cena que vi no jogo ontem, de um cara sendo preso por xingar o outro, já presenciei em outro jogo, a um tempo atrás. Eu estava na terceira serie, e era aula de educação física.

- Ganhei
- Eu que ganhei
- Enfia no rabo esse jogo então seu gordo porco.
- Ahhhh...professora...ele me chamou de gordo porco.
- Que coisa feia, já de castigo.


As pessoas gostam de ser heróis, daquele tipo que defendem os fracos e oprimidos. Quando me chamavam de Girafa eu não contava pra professora. Talvez porque eu sabia que não precisava da defesa de alguém que se acha superior a mim. E além do mais, eu sabia que, no fundo, eu não era uma girafa.

Sabe como são essas histórias de apelidos. O apelido só pega se você não gosta.

Do que será que estão chamando o Grafiti lá na Argentina uma hora dessas?

4/04/2005

Papa Defunto


O Papa morreu. Todos rezaram para que ele não morresse. Mas ele morreu. Eu imagino se Deus tivesse ouvido a oração do povo:

- Estamos no Ano 3.025 e o Papa João Paulo II vai fazer um depoimento na TV:
- Pelo amor de Deus. Parem de rezar pra eu não morrer!



O Papa era bonzinho. Todo dia antes de dormir ele tomava um copo de leite com biscoito na prataria do vaticano, colocava o cajado de ouro do lado da cama, ajoelhava e rezava:

- Deus, ajude os pobres necessitados e famintos, que não tem nem onde dormir. Amém

Depois disso ele deitava no lençol de seda e dormia.


Além de bom ele era um ser iluminado. Sempre dizia coisas bonitas e inovadoras, trazendo verdadeira luz a todos os homens.

- Osvaldo sabia que é feio fazer guerra?
- Puxa...É verdade! Onde ouviu isso?
- O Papa disse isso na TV!
- Puxa... nunca pensei numa coisa dessas!
- Por isso votaram nele pra ser o Papa e não em você.



Ele foi o Papa que mais pediu perdão.

- Olha pessoal, eu sei que minha igreja fudeu todo mundo durante anos, mas peço perdão. Está tudo bem agora não é mesmo?

Viu? Agora só falta os portugueses pedirem perdão pros índios e George Bush pra Hiroshima e todos problemas do mundo estarão resolvidos!


Mas a vida de Papa é muito movimentada. Precisa visitar presidentes, políticos, essas coisas. Eu imagino o que tanto o Papa tem pra falar com os líderes do mundo em suas visitas:

- Fidel, você precisa ir mais na missa de domingo.
- Desculpe, é que ando meio ocupado e tal...
- Menininho danadinho...


- Bush, sabia que não é nada bonito matar pessoas?
- Mas eu não mato Papa, quem mata são os soldados que eu envio...
- Ah sim... mas você precisa ir mais na missa no domingo...
- Mas eu não sou catóico. Hey, se você é líder da igreja católica e eu não sou católico, porque preciso te ouvir?
- Não precisa me ouvir não. É só acenar pra camera e tá tudo bem.


Uma coisa sempre me intrigou no Papa. Eu nunca entendi porque ele fazia aquele gesto com a mão. Sabe aquele gesto? Uma mistura de “mama mia” com “quer apanhar?”. Por onde ele passava, ia balançando a mão daquele jeito. E eu pensava “O que ele quer dizer com isso? Está se abanando do calor? Mal de Parkinson? O que é isso?”

Mas deve ser mania. Todo mundo que é alguma coisa tem mania de fazer algo com as mãos. Hittler estendia a mão. Billy Idol dava banana. Se o próximo Papa não tiver os dois braços o que será que ele vai fazer?

A roupa do Papa era bacana. Um cetro de ouro, com uma túnica de alta costura e um chapéu de enfermeira, do tamanho extra G. Um vestuário bem imponente, como todo representante de Deus na terra tem que ser. Sem duvida seria esse o tipo de roupa que Jesus usaria se estivesse aqui hoje em dia.

Já pensou, Jesus com aquele Chapéu do Papa? Ele entra no cinema, e senta na sua frente . Você chuta a cadeira:

- Tira esse chapéu da minha frente, droga!

Então ele se vira pra trás e você percebe de quem se trata:

- Oh ..desculpe Senhor, não sabia que era você. Se quiser ver o filme de pé e conversar durante a projeção será um prazer. E se quiser me contar o filme fique a vontade. O Senhor sabe de tudo mesmo. Perdão, perdão.


Mas a verdade é que, sendo bom sujeito ou não, eu não aguentava mais ouvir falar no Papa. Quando uma pessoa importante está para morrer, tudo que a mídia faz é falar nessa pessoa:

Noticias do dia:

Dia 1: “O Papa ta doente, vai morrer, hein”
Dia 2: “Tá doente ainda. Tá morre não morre”
Dia 3: “Ele vai morrer hein. Eu tô avisando”
Dia 10: “Morreu! Eu avisei. Ele morreu”

Aí, você pensa: “Pronto, agora ele morreu. Vão parar de falar no assunto"

Mas começa tudo de novo:

Dia 11: “Conforme dissemos ontem o Papa morreu mesmo."
Dia 12: "Assistam o filme do Papa na TV."
Dia 13: "Quer saber? Ele morreu mesmo. Pode ir comprar uma camiseta com a foto do Papa, um livro do Papa, Um canequinha do Papa, porque ele morreu"
Dia 17: "Faz uma semana hoje que o Papa morreu"

Então o tempo passa. Você esfria a cabeça. Esquece que existe Papa no mundo. Esquece até que existe morte no mundo. Mas aí, no último dia do ano eles voltam a falar:

Dia 31/12: "Veja hoje na retrospectiva 2005: O Papa morreu"


No fundo no fundo eu nutria certa admiração pelo Papa. Ele representa na minha opinião a grande vingança da raça masculina contra a feminina. Eu explico:

O cara é neguinho e trabalha como frentista de posto de gasolina. Mulher nenhuma nesse mundo quer algo com ele. Até o dia que ele monta um grupo de pagode, sobe no palco e fica em evidência. Aí, então, todas começam a se esfregar nele.

Mulheres adoram se aproveitar de homens em evidência. E homens em evidencia se deixam seduzir por isso. Ou seja, as mulheres fazem o que querem, a hora que querem com os homens em evidência.

Mas não com o Papa. Ele era o cara que mais estava em evidência no mundo, e no entanto, nenhuma mulher o tocava. Pelo menos não até onde quer que saibamos. Ele é o cara que conseguiu vingar a raça masculina nesse quesito!

- Papa..quero você.
- Reza 3 ave-marias e vai embora.

Bom, se formos analisar bem, o Rick Martin também está em evidencia e é do tipo que não deixa mulher alguma o tocar. Mas acho que esse é outro caso.

A verdade é que o Papa não vai fazer muita falta. Se arrumaram um substituto até pra Jesus Cristo, acha que não vão arrumar um João Paulo III rapidinho?

3/18/2005

Comida na TV

Programa de culinária é uma coisa que me deixa irritado. Pra que cozinhar num programa de TV? Não se pode sentir o cheiro da comida e nem experimentar nada.

"Por hoje é só pessoal. Chegamos ao fim de mais um programa de culinária. Fizemos hoje esse prato delicoso! Hummmmm... está vendo essa delícia? Então, você NÃO vai come-la. Tchau"

3/03/2005

1 minuto de silêncio

Estou de luto. Profundamente chateado. Meu coração dói e não é frescura. Perdi algo insubistuível ontem. Minha touca. A touca que eu tanto amava e usava. Perdi definitivamente e me sinto mal por isso. Parece até que perdi um dedo. Peço a todos que leiam isso que, em respeito a minha dor, façam 1 minuto de silêncio.

2/24/2005

Meu carro vale ouro

Tenho um gol quadrado. Motor mil. Ele está riscado, amassado e sujo. Nem toca fitas ele tem. Mas vocês não sabem como sou feliz com ele.

No momento da atual conjuntura não troco meu carro velho e feio por um novo e bonito. Talvez porque eu seja um cara prático. Não tem nada mais prático do que ter um carro velho e feio (que funcione claro).

Olha meu amigo. Ele gastou todas economias e comprou um carro novo. Além dos gastos com a prestação, gasta com gasolina, seguro, acessórios, estacionamento e até com flanelinhas.

Eu só gasto com gasolina. E gasto bem menos porque meu carro é mil. Tudo bem que o carro do meu amigo faz 200 km/h e o meu só faz 120. Mas e daí? Não posso passar de 60 mesmo senão tomo multa.


- Tio, quer que cuida do seu carro?
- Não.
- Vou riscar ele.
- Duvido que consiga achar um lugar com tinta aí pra fazer um risco. Mas se encontrar, tudo bem. Fique a vontade.
Viu? Posso estacionar meu carro em qualquer lugar, sem ceder a chantagem de ninguém. Sabe como isso se chama? Dignidade!.

Quando meu amigo estaciona seu carrão na rua, fica preocupado. Toda hora olha pela janela pra ver se alguém está mexendo nele.

Eu deixo minha carroça em qualquer canto sem esquentar a cabeça. Deixo em qualquer bocada. Ninguém quer aquela merda. Nem de graça.

E no calor então. Ando de vidro aberto de dia e de noite. Escancarado. Não tenho paranóia nenhuma. Quem, em sã consciência assaltaria um pérrapado numa banheira daquelas? Nem som meu carro tem pra ser roubado!

Meu amigo não. Ele só anda de vidro fechado. Tudo bem que tem ar condicionado. Mas ele anda olhando pros lados. Sempre que para no farol começa a paranóia:

- Olha pra trás. Ta vendo alguém vindo em nossa direção? Hein?
- Não. Tudo limpo aqui atrás!
- E do lado...olha ai do lado. Algum suspeito?
- Não. Tudo em ordem.
- Minha nossa...se segura....vou sair no pinote, tem gente vindo ali.
- Calma..é só uma velha aleijada querendo atravessar a rua. Calma porra. Vai matar ela!

- Vou mesmo! Ela quer meu carro essa desgraçada! Eu sei que ela quer!

Seqüestro relâmpago? Com certeza não sou o público alvo dos seqüestradores. Pelo meu carro dá pra perceber que não tenho dinheiro. Na verdade dá pra ver que não tenho nem conta em banco.

Tudo bem que perco a chance de sair com algumas gostosas porque meu carro é velho. Mas mais uma vez meu carro me protege. Dessa vez das vagabundas interesseiras. Só sai comigo quem realmente gosta de mim pelo que eu sou. E tem que gostar muito pra ter coragem de desfilar por ai dentro de um carro velho igual o meu.

Meu carro velho consegue ir nos mesmos lugares que o carro do meu amigo vai. Só tem uma diferença: Meu carro serve pra me servir. Meu amigo serve pra servir o carro.


Tudo bem. Eu digo isso porque sou pobre e não posso comprar um carro novo. Estou com inveja? Talvez. Mas sou um invejo que anda tranquilo por aí. De vidro aberto e tudo mais.

2/01/2005

É Carnaval! que alegria!

Todo país tem um povo. Todo povo tem uma festa típica. Toda festa típica tem um significado, ou seja, enquanto festejam, estão comemorando algo importante para a nação.

O Brasil não tem povo, tem Zé povinho. Zé povinho não faz festa típica, faz carnaval. O carnaval não tem significado, ou seja, enquanto o Zé povinho festeja, não estão comemorando NADA de importante pra país algum desse mundo de meu Deus.

Ligo a TV em fevereiro. Todo mundo está sorrindo e comemorando! Gostaria de saber o que comemoram e do que tanto riem. Deve ser de mim. Com certeza é de mim que todos estão rindo! Eles devem me imaginar em casa, em pleno feriado de carnaval. Devem pensar:

- Ahhaha.. Em pleno carnaval o Danilo está em casa. Não está se drogando, nem dando o cu. Nem comendo nenhuma puta por aí. Nem desfilando com fantasias cheias de plumas. Ele é um idiota mesmo! Vamos rir dele!

Por falar em fantasias cheias de plumas, o único desfile que gosto de assistir é o da Gaviões da Fiel. Não porque sou corinthiano. Estou cagando pra isso. Na verdade, a graça do desfile alvi-negro é ver, aqueles caras machões, que nos estádios brigam e batem em todo mundo, desfilando com plumas rosas e fio dental enfiado na bunda.

Já que toquei no assunto da Gaviões da Fiel, só existe uma coisa mais ridícula do que o desfile de carnaval do Rio de Janeiro. É o desfile de São Paulo. Você pegar uma coisa ruim, e tentar imitá-la de uma forma pobre é a pior coisa que se pode fazer. É como tentar fazer uma montanha de lixo usando tudo que é rejeitado pelo próprio lixo.

Aproveitando a deixa, vamos agora analisar os detalhes técnicos dos desfiles:

  • Samba enredo: Não sei como os jurados conseguem dar notas. Todos são iguais. Até mesmo os “diridiridiiii” e os “ooo coisa linda” que os puxadores fazem são igualzinhos. Deveria dar empate todo ano.
  • Carros alegóricos: Com o dinheiro de todos os carros de cada escola de samba, daria pra construir uma escola em cada comunidade que a mesma representa. Sem contar que, eu só entendo o que o carro alegórico significa, se o comentarista da rede Globo me contar.
  • Fantasias: Plumas, lantejoulas, espumas coloridas. Roupas perfeitas para personagens bíblicos, como os habitantes de Sodoma, ou Jezebel, por exemplo.
  • Portas-Bandeiras e Destaques das escolas: Deveriam todas essas mulatas gostosas ou branquelas siliconadas, desfilarem com uma faixa escrito: PUTA TIPO EXPORTAÇÃO, afinal, elas são os objetos mór dessa festa de turismo sexual.

O Carnaval é mais do que uma festa. É uma desculpa. Quem quer dar o cu e reprimi isso, usa o carnaval como desculpa para fazê-lo. Quem tem merda na cabeça, usa o carnaval como desculpa para encher a cara, pegar o carro e matar alguém atropelado. Quem usa droga ou nunca usou mas sempre quis usar, usa o carnaval como desculpa para uma overdose.

Comecei o texto dizendo que o carnaval não tinha significado. Retiro o que disse. Descobri o sentido do carnaval: Eles festeja tudo que há de ruim dentro das pessoas. É no carnaval que todos liberam seus demônios. Se o ibope fizesse uma pesquisa sobre “atitudes filhas da puta”, com certeza, o pico seria o carnaval. Até prédio desabada ou pega fogo nessa época.

Eu sei. Preciso parar de ser ranzinza e começar a enxergar o lado bom das coisas, afinal, o Carnaval é o espetáculo da alegria e do sonho! Como não percebi isso antes?

Brasileiros sorrindo, felizes como nunca nos desfiles. Sorrir em um país onde se paga o máximo para não se ter nem o mínimo? Claro! Só o espetáculo do sonho pra providenciar isso!

Socialites com pneus e caras apodrecidas pelas plásticas, desfilando semi-nuas, crentes que são as gostosas do carnaval? Claro! É sonho também!

E o que dizer de favelados felizes, que trabalham duro o ano inteiro no barracão da escola de samba, e depois são obrigados a pagar carnê pra desfilar? Poxa! Isso é legal demais! Pagar pra desfilar enquanto seus oito filhos não tem nem leite na mamadeira? É sonho puro!

Engraçado. Os favelados trabalham pra escola o ano todo e pagam pra desfilar em um lugar que ningupem vê. Os “artistias” chegam dez minutos antes do desfile, ficam no alto do carro alegórico e ainda ganham uma bolada pra isso. É como se o burro construísse uma charrete para o condutor montar em cima dele. Consegue imaginar uma festa melhor do que o carnaval? Eu não!

Ooooo tindolelê!

Queria ser presidente por um dia. Faria uma lei que anulasse o carnaval em prol da nação. Argumentos lógicos não me faltam: Diminuição de acidentes; menor índice de HIV positivo; melhorar imagem do país no exterior; cortar semana ociosa para que aumentemos nossa renda; valorizar a imagem da mulher brasileira; investir os 2 bilhões por ano do carnaval em educação; diminuir consumo de drogas nesse período....

Acho que não teria o apoio popular pra isso. Já tivemos presidentes que afundaram a educação, a habitação, a reforma agrária, a inflação, a renda familiar, os empregos, e até mesmo presidente que roubou nossa poupança. Ninguém reclamou. Porém se eu acabasse com o carnaval certamente me matariam.

Mesmo sabendo o risco que corro, aceitaria essa missão suicida, afinal, é melhor morrer no país do carnaval do que viver no carnaval desse pais.

1/24/2005

Nasci por uma ferida

Hoje descobri que nasci por acidente. Sou fruto do acaso. Ao contrário de uma lata de lixo, por exemplo, que foi projetada antes de ser feita, meus pais não me planejaram. Sou um acidente.

Minha mãe me contou hoje, na hora do almoço, como foi que eu nasci. Ninguém me queria. Aconteceu que ela tinha uma ferida no útero. O médico mandou suspender os anticoncepcionais para o tratamento. Foi aí que eu entrei na história (e na minha mãe também). Nasci graças a uma ferida.

Um mês depois da minha mãe engravidar, manifestou-se um câncer em meu pai. Ele não poderia ter filhos nunca mais. Se tivessem esperado um mês pra me ter, não teriam me tido nunca mais. Não metido, mas me tido. O câncer não privou meu pai disso. Menos mal pra ele.

Minha mãe foi casada com meu pai até que a morte os separou, ou seja, até os 50 anos. Depois dos 50 não dá pra ter filhos. Seis meses depois de perder meu pai, minha irmã mais velha se foi. Resumindo: Se não tivesse ocorrido um acidente naquele exato momento (nem um mês mais tarde) minha mãe estaria sozinha hoje.

Minha mãe conta também que estou vivo por sorte. Nasci de fórceps e estava enforcado pelo cordão umbilical. Foi um parto delicado, e corri risco de vida. Faltou oxigênio em meu cérebro e os médicos não sabem até hoje como não fiquei com nenhuma seqüela (era pra eu ser retardado, ou algo assim). Minha mãe explicou que eu era a criança mais feia da maternidade. Devido ao fato de ter sido tirado com um "pé de cabra" a força, minha cabeça tinha muitos ematomas e estava todo deformado.

Agora encaixo uma coisa com a outra. Não é por acaso que sou feio e maluco. Minha mundofobia pode ser fruto de tudo isso também. Já nasci tomando na cabeça.

Com um pouco mais de reflexão sobre minha gênese, cheguei a uma conclusão: Posso não ter sido planejado pelos meus pais humanos. Mas as evidências levam a crer que fui planejado por meu Pai Celeste. Eu prefiro assim. Tudo que os humanos planejam acabam em merda mesmo.

Não que eu seja algo muito diferente disso.

1/18/2005

Tatoo é pra Jacu

Quando eu era criança somente duas classes de pessoas tinham tatuagens: Marinheiros bêbados e marginais invocados. Hoje somente duas classes de pessoas não tem tatuagens: Velhos que no passado não foram marinheiros e nem marginais e eu.

A Tatuagem virou carne de vaca. Qualquer baianinho medíocre tem a sua. As pessoas se tatuam para demonstrar que tem personalidade. Mas na verdade ficam iguais a todo mundo.

Uma amiga minha se tatuou recentemente:
- Olha minha tatoo nova Dan!
- Eita..que isso?
- É o meu nome escrito em japonês.
- Você é Japonesa?
- Não né!
- Tem parente Japonês?
- Não!
- Fala Japonês?
- Não!
- Ao menos sabe ler Japonês?
- Não!
- Então porque tatuou isso aí?
- Porque achei bonito!
- E se aí estiver escrito PUTA BARATA ao invés do seu nome?
Uma outra amiga minha tatuou 3 estrelas na nuca. Ela não é astrônoma. Nem ao menos é astróloga. O engraçado é que não dá pra ver as tatuagens porque o cabelo encobre. Porque alguém se daria o trabalho de pintar um quadro? Pra escondê-lo debaixo da cama?
Existem também os tatuados opostos do exemplo acima. Pode estar frio, geando ou nevando. Eles usam uma regata só pra exibir o desenho no braço. Sentir frio, ficar resfriado e passar por ridículo é de menos. O importante é mostrar a tatoo.

Outro amigo tatuou um dragão na perna. Ele diz que doeu. O sensato é você evitar a dor. Ele pagou pra senti-la. De qualquer forma o masoquismo humano não me espanta (já falei sobre isso aqui), e sim a falta de propósito nos atos dos seres racionais:
- Olha minha tatoo. É um dragão.
- É um dragão chinês ou medieval?
- Não sei.
- Você sabe o real significado do dragão na mitologia?
- Não.
- Parabéns. Enquanto você viver, algo que você não conhece estará grudado em sua perna, por onde quer que você vá.
- O dia que eu enjoar eu tiro.
- Você fez algo definitivo já pensando em tirar um dia. Esse é um sinal de inteligência, planejamento sensato e pensamento a longo prazo. Não sei porque as empresas sérias dão preferências para pessoas não tatuadas!

Na minha preconceituosa mente, eu relaciono pessoas tatuadas com pessoas superficiais e impulsivas, de visão limitada, que não conseguem se enxergar daqui a 20 anos. Parece óbvio que se hoje eu tatuar a frase PIPOCA MANCA em meu braço, daqui 30 anos estará escrito PICA, pois o miolo da tatuagem terá sido engolido pelas rugas e flacidez da minha pele.

Eu particularmente acho horrível um velho tatuado. A tinta desbota e o desenho deforma. Fica parecendo uma borrão feito com guache em uma folha de papel pardo amassada.

Não me imagino tatuado. Não vejo sentido em marcar meu corpo com um desenho que não signifique nada nem pra mim e nem para os que veêm.

Eu sou como os velhos chatos. Ainda acho que um desenho fica melhor no papel. Acho também que minha pele vale mais que um pedaço de papel. Preciso mudar minha mente e ser igual a todo mundo se quiser entrar na moda e ser cobiçado pelas garotas.

Hoje em dia é assim. Não basta banalizar sua mente. Precisa fazer isso com seu corpo também.

1/03/2005

A Praia Grande não é a minha Praia


A Praia Grande é um lugar que eu não gosto. Confirmei isso no último dia de 2004. Como sou um idiota completo topei passar o reveillon lá.

Meu carro desceu a serra perfeitamente. Quando cruzei o muro escrito “Praia Grande”, ele quebrou. Nem esquentei a cabeça. Estacionei aos trancos na primeira vaga que vi, coloquei o chinelo e fui com meu amigo em direção ao esgoto com uma faixa de areia, que alguns insistem em chamar de praia.

No caminho do carro até a suposta praia não deu pra deixar de reparar: Naquele lugar se concentra a maior quantidade de pessoas feias do Estado de São Paulo.

A Praia Grande é o único lugar do mundo onde eu prefiro olhar pras garotas vestidas, ao invés de vê-las de biquíni. As pessoas de lá deveriam ter mais cuidado com suas namoradas ou esposas.

- Amor, vamos pra praia.
- Vamos querida. Tire seu biquini e coloque sua roupa.

Hoje mesmo vou mandar um e-mail pra prefeitura daquele balneário, sugerindo que eles façam daquele lugar a capital do Halloween nacional. É uma ótima idéia, afinal, o Halloween aqui acontece próximo ao verão, e como brasileiro não tem grana, pode ir pra lá e se assustar de graça. Também vou sugerir que se crie um feriado chamado “O Dia da Favela”. Todos favelados podem ir pra lá festejar esse dia.

Se eu fosse cirurgião plástico, alugaria um teco-teco para puxar uma faixa pelo céu escrita: OPERAÇÕES PLÁSTICAS EM PAGAMENTOS FACILITADOS. Aquele é o lugar perfeito para se anunciar isso.

Sem falsa modéstia, eu era umas das pessoas mais bonitas da praia. Até eu tirar a camisa. Depois que fiquei sem camisa entrei no patamar dos mais feios. Eu consegui estar nos dois extremos com apenas um gesto de tirar a camisa.

Deixando de lado a feiúra, já que fiz a estupidez de descer pra Praia Grande, porque não entrar na água também? Já que caguei, sentarei em cima. Imagina uma cidade comportando 10 vezes mais pessoas do que ela foi preparada pra receber. Pense em um sistema de esgoto que está preparado para 10 mil cagadas por dia, mas recebe 10 mil cagadas por minuto. Pois bem, foi nesse esgoto aí que eu resolvi me banhar. Enquanto estava no mar, dividi ele em duas áreas: Uma chamei de Z/L (Zona Leste) e outra de M/N (Menos Nojento). Na área da Z/L o mar era quente. Sinal que todos estavam mijando ao mesmo tempo. Haviam muitos cabelos na água, o que indicava que a maioria ali sofria de ceborréia. As pessoas assoavam o nariz e jogavam o ranho no mar e por aí vai. Na área M/N o mar era mais gelado e também mais deserto. O único problema é que não dava pé. Entre morrer afogado ou ver minha pele desbotar igual uma mortadela por causa de micoses eu optei por sair do mar.

Eu e meu amigo, precisávamos tomar banho. Liguei pra um amigo nosso que estava em seu apartamento. Perguntei se podíamos tomar banho. Ele disse que “ia ver se ia dar um jeito”. Ele está em casa todo dia, e come na minha mesa, e “ia ver se ia dar um jeito”. Comecei então a mendigar banho para os transeuntes.
- Posso tomar banho no seu apartamento? Eu pago.
Ninguém quis dar um jeito.

Liguei pra um outro amigo que também estava lá. Tinha certeza que ele não ia "ver se ia dar um jeito", mas ia de fato dar um jeito. Liguei. Antes de chegar na parte da conversa que eu ia pedir um simples banho, o cartão acabou e não deu nem pra saber onde ele estava.

Com fome, comprei um pastel de R$ 2,50. Se fui pra Praia Grande e nadei no esgoto, porque não pagar R$ 2,50 em um pastel, não é mesmo? Pedi um de Pizza e meu amigo um de Palmito. Esperamos 45 minutos e então fomos servidos. Os sabores vieram trocados. Eu ganhei um pastel de óleo e meu amigo um sabor fritura sem recheio.

Sentamos no pé de uma palmeira e ali ficamos. Estava combinado que, às 18h00, dois amigos e uma amiga, nos ligariam no meu celular pra combinar um ponto de encontro. Eles estavam vindo de Santo André pra passar o reveillon conosco. Deu 17h40 e meu celular quebrou. Fomos atrás de orelhões. Todos lotados ou quebrados. Anoiteceu.
Deu Blackout na parte que estávamos. Perceba. Teve o dia todo pra acabar a força, mas ela teve que acabar justo de noite. Sem ver nada me perdi do meu amigo. Tropecei e cai na rua. Machuquei o dedão. Fiquei umas duas horas procurando meu amigo e não achei. Fui pro carro e dormi. Perto das três da manhã, esses amigos que vieram de Santo André me acharam dormindo no carro e me acordaram.
Sai com o meu amigo pela praia e chutamos as macumbas. Se as pessoas querem dinheiro elas que trabalhem. Se elas querem amor sejam gentis. Se elas querem dar que sejam gostosas. Macumbas não adiantam de nada. Só serve pra sujar a praiar.
Passamos alguma hora juntos, amanheceu e a praia estava imunda. Os zés povinhos são como os gafanhotos. Aparecem, consomem tudo, estragam e vão embora. Com a praia inutilizada viemos embora.

Na hora de subir a serra, lembrei que meu carro estava quebrado. Liguei a cobrar pra casa da minha ex namorada e ela ligou para o cel do meu amigo pedindo ajuda (aquele que o cartão acabou antes de eu pedir pra tomar banho). Acordei eles as seis da manhã pra me ajudarem. Peguei o endereço e fui com o carro engasgando até a casa dele. Esse meu amigo estava em uma casa que ficava na “rua detrás daqui”. Pra todo mundo que eu perguntava onde ficava tal endereço, eles me respondiam “é a rua detrás daqui”. E eu ia pra “rua detrás” e nunca achava. Depois de meia hora procurando, meu carro voltou a funcionar sozinho. Não pensei duas vezes e subi a serra correndo, antes que meu carro muda-se de idéia.

Cheguei em casa as 10h40 da manhã. Assim que estacionei vieram três moleques e me pediram:
- Tio, tem bom princípio?
- Não. Só tive mal princípio até agora. Vocês querem?
Para completar, na parte da tarde briguei com uma pessoa que gosto muito e minhas costas estão ardendo até agora.

Ao que tudo indica 2005 será um grande ano pra mim. Tão Grande como a Praia Grande. Aquela grande merda de lugar.

12/22/2004

Feliz Dia da Mentira

Existe um dia da mentira muito mais mentiroso do que o 1º de Abril. Esse dia é 25 de Dezembro.

Nessa data se comemora o nascimento de Jesus Cristo. Segundo historiadores e pistas bíblicas, é mais provável que Jesus tenha nascido entre Março ou Abril. Ou seja, é mentira que dia 25/12 é o nascimento do Messias.

Claro que isso não importa, pois Jesus nem é lembrado no Natal. Pelo menos não tanto quanto o Papai Noel. O Papai Noel não existe. Mais uma mentira natalina.

De todas mentiras, o Papai Noel é a que nunca compreendi. Por que os pais do mundo inteiro alimentam essa fantasia em seus filhos? Eles ganham o dinheiro suado, pegam filas intermináveis nas lojas, tem seus pés pisados nos centros comerciais, gastam o que não poderiam pra comprar o brinquedo do momento, embalam o presente com todo carinho e ainda dão o crédito a toda essa boa ação para um pessoa que não existe:

- Olha filho...não foi eu que se fudeu todo pra comprar esse seu presente. Foi o Papai Noel que te deu!

- Eu sei Pai... você é um mão de vaca de merda! O Papai Noel sim é gente boa!



Menino bonzinho ganha presente. Menino mal não. Mentira. Na verdade filho de rico ganha presente bom (por mais filho da puta que seja) e menino pobre ganha brinquedo feio ou não ganha nada (por mais boas notas que tire durante o ano).

É tradição Natalina, que parentes que não se bicam e nem mesmo se importam uns com os outros, coloquem suas diferenças de lado e ceiem juntos. Parentes que estão cagando um para o outro e bancam de família feliz uma vez por ano é pura mentira.

No Natal, Roberto Carlos canta as mesmas músicas de sempre. Ele não tem uma música nova sequer. Nada diferente dos últimos 25 anos. Até a roupa é igual. As pessoas aplaudem e dizem que ele é o rei. Roberto Carlos rei é mais uma mentira.

Xuxa faz um especial de Natal. Na verdade não tem nada de especial, pois é mais do mesmo sempre. Outra mentira portanto.

Os enfeites de Natal são compostos por bonecos de neves, tocas, cachecóis e meias. Aqui não neva. Na verdade, em Dezembro, é verão aqui. Enfeites de nata são mentiras.

No natal o que era ruim fica pior. A TV fica insuportável. Só passa programação especial de Natal. Os filmes são um pé no saco, e todos agem como mongolóides puritanos. Programação de Natal? Mentira das mais chatas.

Nos filmes que vemos a mensagem é sempre a mesma: O Natal é uma noite mágica e especial! Na verdade é uma noite como qualquer outra. Até mais deprimente que as noites comuns. Mensagens de Natal dos filmes Natalinos. Nem preciso dizer que isso é outra mentira.

Pelo que relacionei até aqui, somam-se 9 MENTIRAS em um único dia. Nove Mentiras!!! Nada mal para um data pura e cristã.

Mas quer saber? Mesmo assim eu vou comemorar o Natal, pois eu amo essa data. É nessa data que todos ficam mais humanos e eu sinto mais o calor do coração de todos. Adoro ver minha família reunida. Porque me importo muito com eles. E no natal sinto que esse amor é mútuo. Embora ache o Papai Noel idiota, sei que, de alguma forma, ele nos traz uma mensagem de esperança e união. Enfim, por mais ranzinza que eu seja, na noite de Natal me transformo em alguém que realmente vale a pena. Alguém especial de verdade, afinal, o Natal não é apenas uma data comercial. É acima de tudo, uma data de amor fraternal.

Pronto! Consegui arredondar pra 10!

12/16/2004

Jô Soares hoje em dia

Jô Soares era melhor quando seu programa era pior.

No SBT, eu adorava assistir. Na Globo raramente eu consigo ver. Está perdendo a graça. Não apenas a graça do humor e da comédia, mas a graça geral mesmo.

É irônico. O programa dele piorou muito depois que melhorou um pouco.

O cenário, a transmissão, o figurino. Tudo está excelente. Pena que o charme do programa está cada vez mais plástico. O programa está parecendo uma foto da revista Caras.

A impressão que eu tenho é que, quando Jô foi pra Globo, ele assinou uma cláusula no contrato que dizia: “Você deve entrevistar em todo programa um artista Global desinteressante e ficar elogiando ele a cada 5 minutos”.

Repare na próxima vez que assistir o programa: Dos três convidados, algum deles é um ator global, cuja conversa é totalmente fútil e desinteressante. Jô entrevista o artista da Globo, e faz médias com ele do começo ao fim. Profere, sem parar, frases do tipo: “Poxa...você é uma graça de pessoa!”, “Esse aqui é uma simpatia”, sendo que ele é um nojo.

Já, quando o entrevistado não é nenhuma estrela da casa, por mais interessante que seja, Jô Soares nem ao menos os deixa falar. Faz piadinha em cima de piadinha, querendo aparecer mais que o seu convidado.

Tudo bem. Ele tem esse direito. O Programa é dele. Mas poxa, porque ele também não ridiculariza os artistas sem graças da Globo que sentam naquela cadeira? Não tem graça. Ele é politicamente correto dentro da política do império Global. E tudo então fica patético.

O Sintoma maior da sem gracisse do atual programa do Jô pode ser medido pela risada do Bira. Cada vez ele ri menos. E quando ri dá pra perceber que ele está rindo forçado (se é que um dia ele riu sem forçar).

Perceba outra coisa: Antes de soltar uma piada, Jô Soares dá uma rápida olhada para o nada, ou faz um “hummmmmmm”. Isso significa que ele está tentando ouvir o que estão soprando pra ele no ponto de ouvido. Sim! Ele trabalha com pontos nos 2 ouvidos! Na cabine da direção deve haver uma equipe de humoristas soprando pra ele piadas. Fazer piadas que alguém te soprou, até um papagaio faz.

Antigamente, quando o programa do Jô era mais pobre, com convidados fora do padrão Globo de qualidade, tudo era muito mais divertido. Pelo menos pra mim. Mas pra ele deve ser tudo mais divertido agora. Ele deve se divertir a beça com o que ganha.

Tomara que ele nunca leia isso que escrevi, pois senão nunca vai me chamar pra ser entrevistado. Mas não ser entrevistado por ele tem um lado positivo. Já que não sou artista da Globo, ele não vai fazer piadinhas sopradas em cima de mim

11/29/2004

Sadô e Masoquista

Todo ser humano é masoquista. Ao contrário dos outros animais, gostamos de sofrer. Os animais irracionais zelam pelo seu bem estar. Os animais racionais pagam pra sofrer.

Pagamos para ir num parque de diversões. A diversão do parque é entrar em um brinquedo pra sentir medo e sair do brinquedo pra vomitar.


Se quer conquistar uma garota esqueça flores, bons costumes e essas coisas. No jogo da paquera, ignore, gele, despreze. Isso sim deixará a outra pessoa caidinha por você, afinal, ela gosta de ser maltratada. E se um cara é chato com você e fica te mandando flores e não agüenta mais isso, não o despreze nem o maltrate. O trate bem. Isso fará ele perder o interesse por você e partir em busca de uma outra garota que esteja disposto a maltrá-lo. Quanto mais se maltrata, mais se fica no pé.

Mas os Homo-Sapiens não é apenas Masoquista. Antes fosse, assim faria mal somente a si próprio. Ele é acima de tudo Sádico.

Se um velho de uma perna só cair no meio da rua e vier um cachorro e mijar nele, com certeza vai rir da cena. Duvida? Você ri todo domingo de coisas assim nas “vídeos cassetada”. O sofrimento dos outros nos diverte.

Um filme legal de verdade só tem graça se o mocinho matar o vilão. Mas pra ficar melhor ainda o vilão antes de morrer tem que matar e maltratar muita gente, e, depois, quando o mocinho pegar ele, não basta dar um tiro. Tem que ser uma morte bem lenta e sofrida, como o vilão matador merece.

Além de nos divertir, a desgraça alheia também serve para nos confortar:


- Nossa...fui muito mal na prova hoje... tirei 5 e você
- Eu fui pior do que você, tirei 4!
- Ufa!

- Poxa, esse meu Brasil é um país de merda!
- Pelo menos não temos terremotos e guerras. Tem países na África que é mil vezes pior do que aqui!
- É verdade. Me sinto melhor agora sabendo disso, obrigado!


Nosso sadismo não se limita apenas em nos deleitarmos na desgraça dos nossos semelhantes. Precisamos também provocar a desgraça naqueles que não são nossos semelhantes.

Achamos doce o canto de um passarinho triste preso na gaiola. Ao invés de dar uma morte sem sofrimentos para uma barata com uma simples chinelada, preferimos envenená-la e vê-la se contorcer em uma morte lenta. Levamos nossos filhos para dar risadas dos animais chicoteados na jaula de um circo e assim formamos pequenos monstrinhos a nossa imagem e semelhança.

Essa vida tem mais momentos tristes do que alegres. As coisas dão mais errado do que certo. Todos dizem que o céu é um lugar lindo onde tudo é perfeito. E no entanto não queremos morrer pra ir pra lá. Preferimos ficar aqui, vivendo a nossa desventura e contemplando a desgraça alheia. Isso sim que é masoquismo misturado com sadismo!

11/16/2004

Foras de Morrer

Faleceu a mãe de um grande amigo nesse feriado. Lamento muito. Ela foi uma grande mulher. E ele é um dos meus melhores amigos.

Entre os sentimento de perda, me veio a lembrança de alguns foras que já presenciei (e protagonizei) nesses momentos tão dolorosos:


Eu com 5 anos, confortando meu pai, pela morte do meu avó:
- Calma pai. Não chore. Um dia você também vai morrer.


Um amigo da família cumprimentando meu pai nesse velório:
- Poxa. Seu pai faleceu. Meus parabéns...
- O quê?
- Meus pêsames...meus pêsames... Me perdôe. Eu sempre confundo essas palavras.

Uma velha que eu nem sabia quem era, me dando os pêsames:

- Olhe. Não fique chateado. Seu pai teve uma morte linda!

- Ele não foi um mártir. Apenas morreu. O que tem de linda nessa morte?

- Mas ele foi um homem excelente.

- Eu sei. Não tenho dúvidas disso. Talvez seria melhor a senhora dizer que ele teve uma vida linda.

- É. Mas a morte dele também foi linda.
- Você sabe como ele morreu?
- Não. Morreu de quê?


Uma vizinha cumprimentando minha mãe no velório do meu pai:
- Poxa vida. Que tristeza. Ele era um excelente marido. Um marido tão bom e morreu. E a desgraça do meu marido continua vivo ainda. Aquele canalha. Ele que devia morrer!


No velório do avó de um amigo nosso. Era de noite.

- Vamos lá embaixo ver os túmulos meninas?
- Vamos Milena.
- Que vontade de mijar.
- Mija aí mesmo.
- E aí meninas? Que estão fazendo aí?
- Não vem aqui não Danilo, a Milena tá mijando!
- No meio dos túmulos?
- É!
- Que falta de respeito! Vou lá zuar ela... Ae Milena mijona!
- Aiii... Sai daqui. Aí...me mijei toda por sua culpa.
- AHUuahuhahaUHaUHuahuhaUHau.

Um conhecido, lamentando a morte da mãe desse meu amigo nesse último feriado:
- Rogério. É uma pena. Eu nem sei o que dizer.
(abraça ele)
- Ela era uma mãe excelente. Tratavam vocês bem.
(começa a chorar)
- A minha mãe só me maltrata cara. Ela me judia muito. Poxa...o que eu fiz pra ela?
(Meu amigo teve que consolar o sujeito)


Tem horas que palavras não dizem nada. A hora da morte é uma delas. Aprendi a lição. Nunca digo nada nessa hora. Um abraço minha presença valem mais do qualquer palavra. Sem contar que é mais difícil errar fazendo simplesmente isso.

10/04/2004

Momentos Danilo

Alguns amigos, e até mesmo pessoas estranhas, após lerem o meu post anterior (que eu transformei nesse post agora) mandaram por emails, ou me incomodaram no MSN para que eu postasse mais daquilo que meus conhecidos chamam de "Momentos Danilo". Pois bem, segue abaixo todos que eu me lembrei. Se não tiverem saco não leiam. Eu mesmo não li. Só escrevi.


Só queria ser atendido (Out/2004)

A 2 anos eu pago plano ortodôntico sem atrasar um mês sequer.

Devido a minha mudança de endereço, não recebi o boleto em casa e acabei esquecendo de pagar esse mês. Hoje foi minha consulta de rotina, e assim a merda toda começou:

- Sr. Danilo (claro, todo mundo que paga alguma coisa é senhor!), eu vou te encaminhar a secretária do consultório para eles autorizarem o sr. a passar por consulta hoje, visto que não foi pago o boleto desse mês ainda.
- Ok. Sem problemas. Onde é isso.
- No fundo do corredor e tal.

- Eu vim aqui pra vocês me autorizarem a ser atendido hoje.
- Hum...deixa eu ver. Vou chamar a moça que autoriza.

(pensou eu: moça que autoriza? Deve ser um novo cargo que criaram. Qual a sua profissão? Sou a moça que autoriza!)

- Olá Sr. Danilo. Infelizmente não poderei autorizar, pois aqui consta que tem um boleto que está em débito.
- Sim. Eu mudei de endereço recentemente e não recebi em casa, logo esqueci de pagar. Mas eu tenho o dinheiro em casa. Se você me autorizar a ser atendido, logo que sair daqui eu vou pro banco e pago.
- Eu não posso autorizar sr.
- Como não? Você é a moça que autoriza! Se a moça que autoriza não pode autorizar quem é que pode? Você não é a moça que não autoriza. Você é a moça que autoriza. Me autorize por favor.
- Olha, vamos fazer o seguinte. Você vai pra casa, pega o dinheiro e volta aqui e marcamos uma consulta para amanhã pra você.
- Olha, vamos fazer outra coisa? Eu não vou pra casa e não gasto gasolina de novo, você não me faz ter que perder outro dia de trabalho, eu sou atendido, fico feliz, volto para casa e pago.
- Não posso fazer nada sr. O Sr. não pagou o boleto desse mês!
- Ok, eu já tentei, mas vou explicar de novo. Talvez me entenda melhor agora. Veja bem. Eu sei que não paguei, pois como disse aconteceram problemas particulares e esqueci de pagar. Porém eu tenho o dinheiro em casa. Pode puxar no sistema que você vai ver que em 2 anos eu nunca atrasei uma sequer. Não é possível que 1 mês atrasado tenha mais valor do que 2 anos em dia. Além do mais, o que acham que eu vou fazer? Que não vou pagar nunca mais? Acha que eu vou passar a perna em vocês? Acha que eu vou ser atendido hoje pela dentista e depois fugir para o Himalaia com o aparelho na boca? Eu só quero ser atendido. Só isso!
- Sei senhor. Porém não posso fazer nada.
- Porque não? Você é a moça que autoriza! Se você não autorizar serve pra que?
- Eu não posso.
- Olha, basta você dar um visto na autorização e pronto! Você pode, você consegue! Tenha boa vontade por favor!
- Eu não posso sr.
- Na verdade você não quer né, vamos abrir o jogo.
- Eu não posso sr.
- Então vamos fazer assim. Chame alguém que pode que eu converso com essa pessoa.
- Sr., minha gerente está muito ocupada e não vai poder recebê-lo.
- Então vamos fazer um trato? Eu vou ficar aqui de pé xingando você até ela poder me atender. Pode ser sua vaca do caralho?
- Você está faltando com o respeito.
- To sim, vai se fuder!
- Calma...
- Estou calmo, segura minha rola...
- Um minuto que vou chama-la seu grosso...
- Ah..agora ela pode me atender né.

(todo mundo olha pra mim como se eu fosse um desrespeitador. Porém ninguém vê o que realmente é a falta de respeito. Eu pelo menos prefiro mil vezes ser xingado por alguém do que pagar uma coisa e não poder usá-la).

Pois bem. Mandaram eu esperar. E eu esperei. Mas esperei de pé. Em frente o balcão da moça que autoriza. Olhando pra ela. Passado 15 minutos a gerente me atendeu.

- O que o sr. deseja.
- Eu só quero ser atendido.
- Pois bem. Eú já soube do seu caso.
- Então. A moça que autoriza não me autorizou. Poderia me autorizar por favor.
- Eu não vou poder, pois eu não posso fazer nada. Você está com um boleto atrasado. É norma da empresa.
- Ela já me disse isso. Mas eu pensei que você fosse mais importante do que uma norma. Ou não é?
- No momento não sou.
- Então o que eu faço.
- Vá pra casa buscar o dinheiro e nos pague que marcamos outra consulta.
- Eu moro longe. Não me faça perder outro dia de trabalho.
- Mas é sua mensalidade que paga o material que usam em seu atendimento. Se você não pagar não tem como.
- Eu só quero trocar as borrachinhas do meu aparelho. Você está dizendo que elas custam R$ 70,00?
- Eu não posso fazer nada.

Então eu tive aquilo que os meus amigos chamam de "momento Danilo".

- Bom, .então senhora, vamos fazer uma coisa: vocês não estão sendo legais comigo certo? Então eu também não vou ser legal. Pelo contrário. Eu vou ser chato pra caralho! Vou ficar sentado aqui e só sair se me atenderem.
- Você não pode ficar aqui.
- Claro que posso. Vocês me convidaram pra entrar aqui!
- Mas aqui é a gerência.
- Grande bosta. Se fosse a presidência eu até pensava. Mas gerencia? Você é a gerente? Devia se vestir melhor para gerente.
- Olha, por favor se retire.
- Não tô afim não.
- Assim você não vai resolver nada.
- E nem você. Você nunca resolve nada. E além do mais eu não to afim de resolver nada mesmo. Eu estou afim de chatear.

Então eu comecei a fazer comentarios idiotas a respeito de todos que estavam na sala do tipo: -Essa aqui é tão gorda que pra achar o cú dela eu preciso de um mapa... ou então: -E essa moça que autoriza aqui? Usa sutiã com enchimentos. Acha que tá enganando quem? Assuma suas azeitonas.

- Você está sendo infantil
- Sim. Eu estou afim de ser infantil também. Porque só vocês podem me chatear? Eu também quero chatear um pouquinho poxa.

O gordo que estava na mesa do lado me ameaçou:

- Olha é melhor tomar cuidado com o que você diz.
- Porque? Você vai me dar uma barrigada?
- Eu vou chamar a segurança.
- E o que a segurança vai fazer? Eles não podem me relar a mão. Eles não são da polícia...ou são?
- É... então nesse caso eu vou chamar a polícia...
- E o que vocês vão dizer pra polícia?
- Que você está sendo inconveniente
- E é crime ser inconveniente?
- Eu vou cancelar o plano.
- Mas você não pode cancelar o plano, porque está no nome da minha mãe. Não pode cancelar sem minha mãe aqui pra assinar.
- Eu dou um jeito.
- Ah... então você não consegue burlar uma norma da empresa pra me ajudar, mas consegue burlar uma norma da empresa pra me fuder. Quer saber. Pega a quebra do contrato, imprimi, eu assino, você assina, depois eu enrolo e enfio no meio do seu cú... e no cú desse gordo intrometido também.

E aí começou a baixaria. Até que chamaram a segurança. A situação foi se agravando. E vou resumir tudo. Das 14h30 as 16h30 eu fiquei xingando todos.

Tudo que eu queria era ser atendido.

Liguei pra minha mãe e ela levou o dinheiro. Agora era uma questão de honra pra mim ser atendido naquele dia. Minha mãe chegou. com a grana e ia entrando na sala eu disse:

- Não mãe. Não entra! Vão chamar a polícia.
- Entre senhora!
- Ela pode eu não posso!
- Senhora, seu filho estava aqui descontrolado nos ofendendo.
- Além de gorda é fofoqueira!

E por ai foi a baixaria até que disseram que iam me atender.

- Mas se eu não for atendido nesse exato momento, eu volto aqui, e começo a chatear de novo, ok? Pois estava marcado a consulta para as 14h00 e 13h30 eu estava aqui.
- Olha...o próximo paciente vai ser você...
- Ok...

Fui lá..fui atendido. E sai com minhas borrachinhas novas. Mas não resisti e tive que voltar lá.

- O menina que autoriza, gerente gorda e pança ameaçadora. Estão vendo? Fui atendido!

E fui embora e foi isso...

Eu queria ser legal... mas me obrigaram a ser chato. E eu adoro ser chato.



Lugar de Lixo é no Lixo (Dez/2003)

Eu estagiava no Depto. de Marketing de um Shopping. Não querendo me gabar, mas meu trabalho era muito elogiado por lá. Todos gostavam muito das minhas criações. Minha gerente então prometeu que eu seria efetivado, pois segundo o Depto., meu serviço era essencial e blá blá.

Foi aí que o jogo começou a virar. As coordenadoras, que até então se davam bem comigo, começaram a colocar no meu. Mandavam eu fazer serviço de auxiliar de ajudante de servente de pedreiro. Eu não tenho nada contra essa profissão. Mas minhas costas começou a doer de tanto carregar peso. E eu cometi meu erro fatal: Eu disse uma palavra que é proibida no mundo dos estagiários. Eu disse NÃO!

Aí tudo foi água abaixo. E em menos de 1 semana eu estava na rua. Sem mais nem menos. A gerente me chamou, chorou e me mandou embora. Eu ia sair de boa, mas escutei certo comentarinho que despertou em mim o desejo de fazer alguma coisa ruim:

- Hunf..tomara que o próximo estagiário não seja lixão como o Danilo...

Pensei eu com meus botões despedidos: -Oras...se eu sou lixo, tudo que fiz é lixo... e lugar de lixo é no lixo...

Fui na sala da gerente e pedi autorização para pegar alguns arquivos pessoais que estavam no micro. Sentei na minha mesa, liguei o PC, e apaguei trabalho por trabalho que eu fiz. Um por um. Sem pressa. Trabalho de um ano inteiro. Depois gravei arquivos brancos por cima, para que backups ficassem em brancos. E fui embora.

Na hora do almoço meu telefone tocou. Era do Shopping, a gerente do RH, (ninguém do Depto. de Marketing queria falar comigo):

- Danilo.
- Eu mesmo.
- E aí..acho que aconteceu um acidente... você foi pegar seus arquivos no computador e sem querer apagou eles não foi isso?
- Não, não. Eu apaguei por querer mesmo.
- Foi um acidente?
- Não, não, foi por querer mesmo...
- Mas por que você fez isso?
- Só se manda alguém embora se o trabalho dessa pessoa não é bom. Como eu fui mandado embora, pensei que meu trabalho não era bom. Então apaguei. Fiz um favor pra vocês.
- Mas você não pode fazer isso. Esse trabalho era do shopping. Nós pagamos você pra fazer ele.
- Exatamente. É como o telefone. Eu pago todo mês. Quando eu deixo de pagar eles cortam o serviço. Eu fiz o mesmo. Se vocês não pagam mais o Danilo, não vão ter o serviço do Danilo.
- Você gravou os dados que apagou pra você?
- Sim. Todos eles. Estão aqui comigo em CD.
- Olha, o servidor conseguiu recuperar tudo que você apagou.
- Que maravilha!
- Mas daria pra você entregar uma cópia desse CD pra gente?
- Pra quê? Vocês não recuperaram tudo?
- Sim, mas é que isso iria agilizar alguns procedimentos.
- Ah..eu não to afim de agilizar nada sabe.
- Nós vamos consultar um advogado. Porque você era funcionário daqui...e isso é crime...
- Eu era estagiário..tanto é que meu contrato reza que eu estava aí para aprender não para fazer serviço... Sem contar que como estagiário eu não tinha vínculo empregatício nenhum aí com o Shopping... Eu teria semana que vem..mas mandaram embora antes... então vê aí com o advogado e depois me liga.
- Você é muito infantil.
- Posso ser... mas fui um infatil que fudeu legal. Porque só vocês tem o direito de me fuder? Porque eu não posso fuder vocês um pouquinho que seja também? Que egoísmo é esse agora?

Bom...resumindo a história, até hoje eu não entreguei o CD. E fico feliz, porque quando visito o shopping, vejo que, a qualidade das peças de comunicação e marketing decaíram muito. Pra falar a verdade, estão um verdadeiro lixão.



O bilhete da discórdia (Fev/2003)

Era uma sexta-feira. Estava de saco cheio de trabalhar. Quem mora no Grande ABC e depende do troléibus para transporte sabe como é precário essa merda. Saí do meu serviço por volta das 18h00 e peguei o tal troléibus. Enfiei o bilhete na catraca e foi rejeitado. Enfiei de novo e mais uma vez rejeitado. Então disse ao motorista:

- Olha...o bilhete não está funcionando.
- Então desce.
- Não..eu paguei pelo bilhete o preço que sua empresa pediu. Nem 1 centavo a menos. Senão funciona, o azar é de vocês, daqui não desço.
- Se você descer não saio com o troléibus.
- Porque não? Você por acaso ganha por comissão, senhor?
- Senhor o caramba.
- Então nesse caso, já que você não é senhor vou lhe dizer uma coisa, seu filho de uma puta, chifrudo e corno do caralho, se eu fosse ladrão entrava de graça nessa porra, roubava todo mundo e você ficava com o cú na mão e não falava nada, mas como eu estou voltando cansado de um trabalho de merda você quer bancar o machão comigo e vai tomar no meio do séu cú!

Então começou toda uma série de baixarias, onde tive a oportunidade de expor a um troléibus lotado todo meu repertório de palavrões, e ainda criar mais alguns.

Com o troléibus parado no meio da avenida, o motorista se levantou e ameaçou me agredir, e eu xingava mais ainda, pedindo para ser agredido mesmo, essa coisa toda de briga. Depois de quase uns 5 minutos de baixaria, o motorista, viu que eu não ia descer mesmo e disse para os passageiros:

- Se vocês não expulsarem esse filho da puta daqui, eu não saio com o troléibus.

Retruquei:

- Vocês vão ficar do lado dele mesmo? Vocês pegam essa merda lotado todo dia pra ir trabalhar, andam amassado pior que gado sendo transportado, tem salário descontado do holerith por causa dessa bosta que só atrasa e vão dar ouvido pra esse filho da puta? Vão tomar no cú todos vocês!

Aí um cidadão que estava no meio do troléibus veio até mim e me deu um bilhete. Peguei o bilhete, passei na catraca e disse:

- Pronto...agora estou com o bilhete certo...pode andar.

O motorista, sem resposta, sentou no banco, começou a dirigir e resmungar:

- Esse cara foi um idiota de ter dado bilhete pra esse filho da puta.
- Tá falando ainda seu..corno, vai tomar no seu cú....

E por aí foi um bate boca, até que um passageiro muito dos filho da puta disse:

- Motorista, para o troléibus que agora eu vou expulsar esse filho da puta daí.

Eu olhei pra trás e disse:

- Pode vir, eu adoraria ver isso. Eu só quero ir pra casa e nada mais, mas eu juro, se você relar um só dedo em mim você está fudido.
- Opa..não vou relar a mão em ninguém...vou pedir licença.
- Tudo bem..então nesse caso pode passar.

Ele ficou puto e saiu resmungando e sumiu no meio do povo, dentro do troléibus....não o vi mais até então. O motorista vendo que não consegui ser expulso e estava indo pra casa no troléibus dele parou o troléibus novamente no meio da avenida e disse e disse:

- Eu não vou mais andar com você...vou chamar a polícia...

A multidão, que até então estava contra mim, xingou o motorista se voltando contra ele (o povo é volátil, não?). Mas isso não adiantou, o motorista pegou o celular e só ouvi ele dizer:

- Alô...tem um cara falando palavrão aqui no troléibus...sim..eu sei que falar palavrão não é crime...mas tem mulher aqui poxa!

E desligou o celular, saiu do troléibus e ficou na calçada me xingando. Eu nem aí, como se não tivesse acontecendo nada. Foi quando para meu azar, passou uma viatura, e o motorista acenou pra ela. Desceu 4 policiais com a arma na mão, e foi ouvir o motorista que deve ter falado os diabos de mim. Quando a polícia chegou perto do troléibus com as armas na mão, a multidão começou a dizer:

- O rapaz está quieto, o motorista que é maluco.

Aí os policiais guardaram as armas e perguntou quem era o tal portador do "bilhete da discórdia". Eu levantei a mão e eles pediram pra eu descer. Assim que eu desci (pois queria ficar lado a lado com o motorista falando com os policiais) o motorista subiu no troleibus correndo, riu da minha cara e saiu com ele.

Fiquei puto com aquilo, mas me controlei, pois sei que vou pegar o tróleibus de novo com motorista. O policial foi gentil comigo, e perguntando pra onde eu ia, parou o troléibus de trás e mandou o motorista abrir a porta para que eu subisse e seguisse meu caminho, afinal...eu só queria ir pra casa.

Então encontrei uma moça que trabalhava no mesmo shopping que eu:

- Ai...só você mesmo pra subir escoltado por policia no busão.

Contei a ela tudo que havia acontecido...demos risada e ela desceu em seu ponto. Então a história do bilhete da discórdia chegou ao fim certo?

NÃO! ! !

Pois assim que ela desceu eu foi até a porta que é onde gosto de ficar... Ao olhar para o meu lado, adivinha que estava me encarando e eu não tinha percebido? O filho da puta do cidadão que disse que ia me expulsar do outro troléibus e depois não expulsou merda nenhuma. Fiquei puto ao ve-lo me encarando. Cheguei bem do lado dele, e disse:

- Vou falar baixinho, pra você não dizer que sou baixaria: Você quer uma foto minha, é alfaiate e vai me fazer um terno ou é um viado e quer me dar o cú?.
- Foto só se for pro seu caixão.
- Seu salário de peão não cobre a renda e precisa trabalhar no serviço funerário pra compensar?
- Não..é que não gosto de viado mesmo.
- Então o caixão é pra você? vai se matar?

Aí começou a baixaria de novo, não controlava mais minha voz e começamos a gritar.

- Você não tem nem tamanho pra falar comigo
- Mas meu pau é grande..
- Então dobra pra trás e enfiar no toba.

E por aí foi...até que a porta abriu e empurrou ele. Eu comecei a rir na cara dele e disse.

- Ai seu cuzão..até a porta te derruba.
- Mas você não me derruba.
- Seu filho de uma puta...vai tomar no cu..eu só quero ir pra casa..você disse que ia me expulsar do troléibus e to esperando ate agora...você é um puta de um chifrudo...eu vou ficar aqui do seu lado...e juro..se você olhar pra mim de novo eu vou socar a mão na sua cara...
O troléibus andou até meu ponto e eu fui do lado dele. Ele não olhou pra mim. Quando cheguei no meu ponto, desci. Quando estava na calçada, o filho da puta me diz:
- É um cuzão mesmo.

Fiquei puto com tamanha covardia e chamei ele pra descer...mas o troléibus foi embora...

E acabou tudo nisso...mas a qualquer momento pode rolar aqui a segunda parte da história, pois como sempre pego troléibus naquele horário, certamente cruzarei o motorista e o passageiro machão.... e não vejo a hora de fazer isso...pois como nessa meda de país não há lei que defenda um consumidor que paga por um bilhete zuado, vou ter que apelar pra baixaria mesmo.



Carnaval, Dureza e Pedágio na Faixa (Fev/2002)

Carnaval de 2002. Eu puto porque estava sem dinheiro, sem mulher, enfim, sem nada. Juntei uma rapaziada e descemos pobres e loucos. Fomos pra merda do litoral sul.

De dia na Praia Grande...de noite em Mongaguá.

Lá pelas 3 da manhã, com fome, com sono, sem grana, sem mulher e com o cú salgado (pois não tinhámos lugar pra tomar banho), ficamos todos putos da vida lamentando nossas vidas miseráveis sentados na guia.

Foi quando tudo parecia melhorar, afinal, uma mina bem gatinha estava olhando pra mim. Ela me chamou pra perto dela...eu fui todo feliz... Quando cheguei bem perto da galinha ela pegou um spray que tinha escondido e me sujou todo com ele...depois saiu cascando.

Todo mundo riu de mim...

Já puto da vida resolvemos entrar no carro e pegar estrada. Tinha acabado de me limpar e sentado no banco do carro com as pernas pra rua estava colocando o tenis pra dirigr. Foi quando ouvi um voz feminina dizer "Psiu". Olhei pra cima. Uma gostosa dentro de uma Blazer que passava, pegou um spray e me sujou todinho novamente.

Eu puto da vida fiquei de pé no meio da rua fazendo gestos obscenos mas isso não adiantou, pois já tinha sido humilhado mesmo!

Entrei no carro, peguei estrada e ao chegar no pedágio eu disse:

- Foda-se..não pagarei...

Colei na traseira do carro da frente e assim que a cancela abriu pra ele acelerei e sumi na serra. Eram 2h00 da manhã.

As 4 pessoas que estavam no carro ficaram putas comigo....

Depois de 5 minutos vimos as cirenes nos perseguindo. Apaguei o carro...

O Ed (um vizinho meu..menor de idade...que até então se denominava “Edão”), em meio aos muitos xingos que eu estava recebendo, engolindo o chôro, começou a retrucar:

- Poxa...eu sou de menor..
- E daí?
- E daí que vão ligar pra minha mãe...
- E daí..
- E daí que minha mãe vai acordar meu pai...e ele vai me matar cara...puta merda..os guardas vão me prender..e levar pra febem....
- É mesmo..você tá fudido Ed...
- Não fala isso não... Quer saber....todo mundo na rua me chama de Edão...eu vou dizer uma coisa... eu não sou Edão não..

Foi quando ele começou a chorar:

- Eu não sou Edão não... sou é um cusão! Isso que eu sou... não sou Edão não.. sou um cusão cara...puta merda... para esse carro..vamos nos entregar...

Eu dei graças aos céus pelo Ed ter dito essas palavras...pois nesse momento pararam de me xingar e começaram a rir da cara dele...

Fugimos apagamos em plena serra até chegar no rancho da pamonha. Escondi meu carro atrás do rancho. o Ed estava enrolando em um cobertor velho... afirmando a todo momento que não era o Edão..que era um cusão mesmo...

Tínhamos em mente ficar ali até amanhecer, afinal, de manhã já teria vários gols como o meu, e seríamos só mais um na multidão, dificultando assim a nossa identificação em algum posto da polícia rodoviária. Saímos do carro e entramos no posto. O Ed enrolado no cobertor.

Sentamos na mesa...e a fome veio.

Só tínhamos dinheiro para 2 pães de queijo. O Ed morrendo de fome... com a mão trêmula pegou sua parte do pão de queijo. Foi quando, meu amigo Rogério olhou pela janela e fez cara de desesperado. O Ed largou o pão de queijo. E voltou a afirmar que era um cusão. Claro, estávamos nos divertindo muito a essas alturas Menos o assustado Ed. Foi quando consegui convencer o Ed a comer um pouco:

- Come Ed...
- Não cara... vão me levar pra febem...vocês são de maior..eles vão dar uma surra em vocês e depois liberar..mas eu não... vão me levar pra febem..
- Olha Ed..come aí... por favor..vai se sentir melhor...
- É... mesmo..vou comer...

Ele então pega o pão e leva pra boca...quando vai morder eu digo:

- Come mesmo porque lá na Febem não tem pão de queijo não...
A choradeira começou de novo...
- É mesmo..vão comer você lá Ed...

Depois de quase uma hora , a polícia apareceu. Com certeza procurando certo gol prateado (que estava bem escondido num matagal atrás do rancho da pamonha). Uma policial feminina que estava na viatura entrou no banheiro enquanto o outro estava checando o outro lado.
Corremos até o carro, aceleramos e sumimos. Pegamos umas estradas alternativas com a finalidade de não encontrar nenhum posto de polícia.

Resumindo: Chegamos em casa na quarta-feira de cinzas, quase 8 da manhã. A tripulação do carro correu pra quadra ver a apuração dos votos do desfile de carnaval, pois a Gaviões foi campeã de novo! Eu como odeio carnaval fiquei em casa de onde não devia ter saído.
Mas a viagem não foi em vão. Pelo menos nosso amigo Ed ganhou um novo apelido na rua. Acho que você já imagina qual é.



Manchete na Band (Jan/2001)

Era domingo. poucos dias depois do Parmeiras perder o mundial pro Manchester. Santo André ia jogar contra o Ituano. Eu e meu amigo Rogério fomos ver o jogo. Ele com a camiseta do Manchester e eu com a do Timão. Chegamos atrasados e como estava lotado ficamos de pé no início da arquibancada. Todo mundo começou a nos agredir verbalmente.

- Sentem aí..
- Aí seus fdps..querem ver o jogo de sentadinhos vejam na casa de vocês
- Cacete..senta aí porra!
- Vão se fuder....querem ver o jogo sentados assistam no sofá de casa, assistam o jogo sentado aqui ó....

A arquibancada muito das furiosas começaram a nos tacar amendoíns, copos, chinelas e outras coisas. Entre o bando de filhos das putas estavam um velho barrigudo e um tonto de óculos que se dizia da polícia civil. Então revidamos as coisas que nos tacaram e no momento que estavam começando um empurra-empurra apareceu do nada 3 amigos gaviões. Eles viram o tumulto lá de cima e foram nos socorrer.

Após apaziguado tudo, resolvemos subir para ver o jogo lá de cima. Estava tudo indo bem, quando, um tiozinho passou vendendo água. Meu amigo Rogério pegou um dos copos do isopor e tacou bem na cabeça do tal véio. Seu filho (suposto polícia civil) subiu, abriu-se o clarão na arquibancada e começou a baixaria. Foi porrada pra todo lado. Voadora, soco, pontapés. Até o famoso golpe da égua voadora rolou.

A única coisa que eu fiz durante a briga foi tomar uma no meio da cara e nada mais. Meu óculos voaram longe. Enquanto o coro comia eu estava agachado tateando o chão procurando meus óculos (igual a Velma do Scooby Doo faz).

Foi porrada pra todo lado. A polícia apareceu, e juro, bem na hora encontrei os óculos. Aproveitando que estava agachando, coloquei meu óculos pisado e sai agachado mesmo, sumindo na multidão.

Eu e meu amigo juramos guardar segredo do que aconteceu, afinal, que vergonha protagonizar uma merda daquelas em pleno jogo de segunda divisão. No outro dia me ligam no serviço na hora do almoço:

- Danilo, estou vendo você na Bandeirantes mano. Você e o Rogério no meio do clarão da arquibancada. Vocês que começaram tudo né...

Não deu pra guardar segredo.


Uma piada para Faculdade (Mai/2000)

Era a "Semana da Comunicação" e estavam reunidos no auditório da facul todas as salas de comunicação da Universidade. A palestra que estava sendo ministirada era sobre "humor no rádio" e quem estava falando era o Japa do programa "Pânico" da jovem pan. (hoje ele tem até programa na TV e tal. Ele é o repórter sem graça Carlos Caramujo).

Ao terminar a palestra ele disse:

- Bom... agora eu tenho um kit com camiseta e cd e blá blá para quem vier aqui e contar uma piada.

Ninguém se levantou. Ele insistiu. Ninguém ainda. Insistiu novamente. Mais uma vez ninguém. Foi quando ao insistir novamente eu me levantei (estava na última fileira do auditório). Todos me aplaudiram (afinal, fui o único corajoso a aceitar o desafio de contar uma piada na frente do auditório lotado).

Debaixo de muitos aplausos eu desci vagarosamente pelo auditório até chegar ao tablado. O Japa estendeu sua mão com microfone pra eu pegar, eu passei reto, abri a saída de emergência e fui embora. O Auditório ficou mudo. E eu fui embora mesmo.

Quer saber? Piada é o caralho!



Apedrejem o Herege! (Nov/2000)

Era um show evangélico chamado SOS da Vida. Foi em novembro de 2000. Estavam cobrando a abusiva taxa de R$ 15,00 para entrada.Ora, todo pedido de socorro (ou seja, SOS) deve ser gratuito, não acham?

Por esse motivo achei que seria uma boa idéia fazer um protesto. Então, com meu amigo Rogério pintei a faixa de 7x2m, e com meus amigos Flávio e Wesley, fomos para o show com a faixa, onde se lia em letras garrafais "$O$ da vida? (as almas pagam para ser evangelizadas)".

Mal sabia eu que tal ato tomaria proporções gigantescas, a ponto de, o então condutor do espetáculo, líder da Renascer, o todo-poderoso Estevan Hernandes aleluia salve salve, fosse apelar pra baixaria..... Logo no início do show ele disse:

-Vamos lá...levantem suas faixas agora...quero ver as caravanas com as faixas levantadas!.
- Olhá lá...ele está mandando levantar a faixa!.

Então levantamos.... Hesterco Hernandes disse lá do palco para as milhares de pessoa:

- Olhá lá..olha lá aquela faixa que enorme (era a nossa..hehe).
Todos se viraram para ler e ele começou a ler em voz alta:
- Olha lá...SOS da vid..." (lendo em voz baixa com cara de cú nessa hora).
Após perceber bem qual era a mensagem da faxia, com cara de ira (cadê a mansidão pastô?) gritava:
- Abaixem a faixa...

Não abaixamos. Ele insistiu

- Abaixem a faixa...vocês que estão perto rasguem a faixa, expulsem eles daqui...apedrejem.

Depois disso foi só baixaria e pedradas. Sim..pedradas. O local do show era cheio de pedrinhas...de estacionamento sabe. Os seguranças me levaram pra trás do palco. O coro comeu solto. Depois de duas horas de discussão (eu juro..sempre deixava eles sem respostas), me liberaram...

Todo esse episódio foi gravado por um amigo meu que estava em casa no dia, pois o show passou ao vivo na televisão e meu apedrejamento também....



Lincha Eu! (Jul/2003)

Essa talvez tenha sido a coisa mais idiota que já fiz na minha vida.

Eu e meu amigo Rodrigo (já postei sobre ele
aqui) resolvermos ir na bosta da danceteria na matinê pra ver como era e ver se catávamos minas, porque éramos (ou somos) as pessoas mais cabaças desse mundo.

A matinê foi uma bosta e não catamos ninguém.

Na saída fui pra casa do meu amigo, em um bairro vizinho do meu. Chegamos na casa e o vô dele disse que só ia pegar as chaves e me levar pra casa.

Eu fiquei na calçada esperando, enquanto meu amigo entrou para mijar.

Passou um moleque forgado de uns 8 anos de idade com sua mãe gorda e velha e ficou me encarando. Por pura idiotice minha eu fui lá e dei um chute no moleque na frente da mãe dele:

- Buáaaaa...

A mãe dele disse:

-Vai lá na rua Jundiaí chamar seu pai no bar e os amigos dele pra dar uma lição nesse filho da puta (que no caso era eu).

Como o vô do meu amigo só ia pegar as chaves e me levar pra casa eu disse:

- Foda-se...chama lá..quando chegarem não estarei mais aqui.

O moleque saiu correndo pra chamar os maloca da tal rua Jundiaí que nem sabia onde ficava. O moleque acabou de sair correndo meu amigo Rodrigo sai pra fora e diz pra mim:

- Meu vó mandou esperar 10 minutos que ele só vai jantar e depois te leva.
- Rodrigo, onde fica a rua Jundiaí?
- É a rua de trás da minha casa...onde mora uns maloca...

Passados menos de dois segundos, dobrou a esquina um arrastão de maloca de todo tipo , cor e tamanho. Eles tinham taco de sinuca na mão, bola de sinuca, garrafa e até corrente. Tinha mais de 15 pessoas. A sim..o molequinho chorão estava na frente do bando apontando pra mim.

- Rodrigo...vou no banheiro

Entrei correndo. Corri até o último cômodo da casa...e depois até o fundo do quintal tentando achar um muro pra pular pra rua de trás. Rodrigo sem entender nada ficou lá fora. Foi quando o bando começou a tacar pedra na casa e até mesmo a invandir o local, dizendo que iam me matar.
Eu fui pra debaixo da cama. E ficava fazendo promessas dizendo que se saísse dessa ia na missa no outro dia.

O vó do meu amigo saiu pra ver o que era, e eles queriam bater no vó dele também.

Rodrigo desesperado teve a brilhante idéia de pegar uma espingarda de chumbinho descarregada com o cabo quebrado Ele correu, pegou a espingarda que não funciona e foi até o meio da rua chorando:

- Quem vai matar meu vô? Hein? Quem vai matar meu vô?
- Rodrigo..meu neto..guarda isso..essa espingarda nem funciona...

Depois de mais de 20 minutos de conversa o vô do Rodrigo acalmou os malocas. Mesmo assim eles me juraram de morte. Eu fui pra casa e nunca mais na minha vida chutei moleque nenhum de 8 anos. Ainda mais sem motivo. A sim..eles nao cumpriram o juramento deles e estou vivo até o momento.


Po-po-por enquanto é só Pe-pe-pessoal....

Tem mais momentos Danilo...se um dia tiver saco eu conto...